segunda-feira, 11 de junho de 2012

BIOGRAFIA - ANGÉLICA SAMPAIO


BIOGRAFIA - ANGÉLICA SAMPAIO

Sobre a autora e sua obra:
Angélica Cecília Freire Sampaio de Almeida (Angélica Sampaio) - nasceu em 19 de agosto de 1976, em Quixadá-CE, filha de Luiz Sampaio Filho e Maria Necy Freire Sampaio. Oriunda de uma família de oito filhos, é a sexta filha do casal.  
Desde a infância a autora mostrou-se dedicada aos estudos, principalmente em relação a leitura. Iniciou seus estudos quando tinha 4 anos na escola Pedro Alexandre Valentim em Nova Vida, distrito do atual município de Ibaretama-Ce. Aos cinco anos sua família mudou-se para Quixadá-Ce e lá deu continuidade aos seus estudos até o 8º ano do Ensino Fundamental II. Por volta dos oito anos já se notava claramente a tendência da menina à escrita de poemas e pequenas histórias. Tudo era motivo para que ela pudesse colocar nas linhas do papel seus sentimentos infantojuvenis. Nesse percurso,estudou nas escolas religiosas - Ginásio Valdemar Alcântara (1º ao 6º ano) e na Escola Imaculada Conceição (7º e 8º ano) ainda em Quixadá. Em 1990, quando seus pais se separaram, a jovem mudou-se, aos doze anos, para Fortaleza em companhia da mãe, de dois irmãos mais novos e de uma irmã mais velha.O pai permaneceu em Quixadá com os outros filhos do casal.

O primeiro bairro que a autora morou em Fortaleza foi Messejana (ficou de janeiro a maio de 1990) e estudou no Colégio Presidente Médici. Em junho, a família, após comprar a casa definitiva, foi para o Conjunto José Walter, local em que a mãe reside até hoje. Lá, a adolescente passou a cursar o 9º ano no Instituto Pedagógico Monteiro Lobato. O Ensino Médio foi cursado na rede pública de ensino (1º ano - Colégio Filgueiras Lima, no Montese e 2º ao 3º ano - Colégio Otávio de Farias - José Walter). Ao terminar o Ensino Médio profissionalizante em Administração de Empresas em 1993, a jovem resolveu ingressar num curso de Auxiliar de Enfermagem e, após concluí-lo em 1995, passou a trabalhar nos hospitais Menino Jesus (Parangaba) e Antônio Prudente (Aguanambi). A responsabilidade chegou muito cedo para a garota de então, dezessete anos. Todavia, aflorava mais uma vez a vocação de sua infância e que se desenvolveu mais precisamente aos treze anos, embora como já fora mencionado antes, aos oito anos já rabiscasse suas primeiras historinhas, poesias sobre temas diversos. Entretanto, quase sempre, não ousava mostrar suas criações a ninguém, pois era muito tímida e reservada.
Ao perceber que sua vocação não era cuidar da saúde física, mas sim falar dos sentimentos humanos, abandonou a profissão de auxiliar de enfermagem e passou a alimentar as páginas de seu primeiro livro que já escrevia nos horários de folga do trabalho: Êxtase. Ingressou num cursinho pré-vestibular no antigo Colégio Evolutivo e incentivada pelo professor Tenório Neto (tem sempre um professor que nos faz acordar para a realização de nossos sonhos), passou a valorizar seus escritos poéticos e a jovem de vinte anos finalizou seu primeiro livro e veio a publicá-lo em 1998 através da Gráfica Evolutivo com seus próprios recursos financeiros. O lançamento deu-se no Centro Cultural Estoril - Praia de Iracema. Seu livro foi bem aceito e adotado pelo Colégio Evolutivo, assim como passou a divulgá-lo no interior do estado e em suas terras natais: Ibaretama e Quixadá. 
Contudo, o fato mais marcante ainda não havia ocorrido: o encontro com Rachel de Queiroz. Em 29.09.1998, a jovem literata esteve na "Fazenda Não me Deixes" em Quixadá e lá conheceu a ilustre Rachel que elogiou seu trabalho e escreveu em folha timbrada da Academia Brasileira de Letras sua opinião sobre a obra e esta foi transcrita para a 2ª edição do livro "Êxtase", que teve seu lançamento no Centro Cultural Dragão do Mar" na Livraria Livro Técnico, editado pela Editora Evolutivo. Rachel de Queiroz recebeu Angélica Sampaio muitas outras vezes no Sítio Não me Deixes em Quixadá, assim como se encontravam em eventos ligados à cultura e à literatura tais como: a pré-estreia do filme "Tangerine Girl", baseado na obra de Rachel e, na época, participou da abertura da Febralivro (Feira Brasileira do Livro) no Centro de Convenções ao lado da autora que a incentivou desde os primórdios de sua infância. Indiretamente, Rachel incentivou Angélica Sampaio, pois sua mãe, Maria Necy, sempre incentivava a garota a ouvir e ler entrevistas sobre Rachel porque sua avó adotiva, Maria Angélica de Queiroz, era prima da então autora e seria impossível não ouvir sua avó falar sobre ela. Somente, por episódio do lançamento da 2ª edição de seu primeiro livro "Êxtase", é que Angélica Sampaio veio a realizar seu grande sonho: conhecer, conversar e ter contato com alguém tão importante para sua vida literária. Rachel de Queiroz incentivou-a e lançou o desafio à Angélica para que ela escrevesse um romance. 
Angélica Sampaio divulgou sua obra da capital ao sertão central e ingressou em 1999, no curso de Letras - Português Literatura ma Universidade Estadual do Ceará - campus FECLESC (Quixadá). Passou a frequentar o grupo literário "Ceia Literária" e fez parte da Antologia Poética Ceia Maior, que foi lançado em outubro de 1999 no projeto "Rodas de Poesia" no palco sob a passarela do Dragão do Mar. Em 2000, com os estudos universitários já transferidos para Fortaleza, deu andamento ao seu 2º livro: "Iraguacy, a morena índia do sertão" e o lançou pela Editora Premius. O livro foi adotado por escolas particulares e distribuído pela Secretaria do Município de Fortaleza para as bibliotecas públicas, assim como a Assembleia Legislativa adquiriu exemplares e alguns municípios do interior como Quixadá e Ibaretama. Desta vez o prefácio foi realizado por um membro da Academia Cearense de Letras e também seu professor da faculdade, Batista de Lima. Após os contatos que Angélica Sampaio manteve com Rachel de Queiroz, o professor Batista de Lima deu continuidade aos incentivos para que a autora fomentasse sua vida literária. 
Em 2002, casou-se com Robério César Garcia de Almeida e, em 2006, teve sua filha, Ana Carolina. Passou a lecionar em 2003, em faculdades e, em 2004, como professora de Língua Portuguesa, Literatura, Redação e Leitura em escolas particulares. Em 2005, finalizou sua pós-graduação (especialização) em Literatura Brasileira na Universidade Estadual. Em outubro de 2011, veio a publicar seu 3º livro "Os olhos não veem, o coração sente" na Casa de José de Alencar e este foi e é adotado como paradidático em escolas da capital e do interior do Estado, tais como: Colégio Batista, Colégio Provecto, Colégio 7 de Setembro, Colégio 21 Educar, Colégio Lourenço Filho (Unidade Vega), Colégio Salesiano Dom Dosco, Colégio Master, Ari de Sá, Colégio Seráfico, Colégio Valdemar de Alcântara, Colégio Sagrado Coração de Jesus, Colégio Amadeu Cláudio Damasceno, Colégio Modelo, entre outros.
Em 2011, foi contemplada em 3º terceiro lugar pelo VIII Edital das Artes da Secult (Secretaria de Cultura do Estado do Ceará) na categoria literatura infantil através da obra "Amigos de Verdade". O livro foi divulgado e lançado na X Bienal Internacional do Livro do Ceará em 2012 no Centro de Eventos. Em parceria com a Editora Premius irá publicar em 2015 a Coleção Vamos Aprender Português que tem como público alvo o Ensino Fundamental I do 2º ao 5º ano na área de Língua Portuguesa.

Em abril de 2014, foi eleita para ocupar a 6ª cadeira da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF) tendo como patronesse a escritora Rachel de Queiroz e tomou posse no dia 10 de outubro do corrente ano.
Em 2015, no 29º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, foi lançada a Antologia Um dedo de prosa, outro de poesia , na qual Angélica fez parte juntamente com os membros da AMLEF (Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza).
Em Abril de 2016, fez parte da Integração Cultural Interestadual – Coletânea Literária – Fortaleza-CE / Mossoró – RN. A antologia foi organizada por Dyandreia Portugal e idealizada por Socorro Cavalcanti e editado pela Editora Rede Sem Fronteiras, Rio de Janeiro.
Em Setembro de 2016, Angélica lançou a 2ª edição do seu primeiro livro infantil Amigos de Verdade, na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no stande da REBRA (Rede de Escritoras Brasileiras), assim como lançou o livro O protagonismo feminino em prosa e verso por meio do coletivo da REBRA.
Em dezembro de 2016, lançou o seu segundo livro infantil O Cajueiro, no Auditório do Centro de Referência do Parque do Cocó. Tendo este livro sido o primerio a autora lançar com o selo editorial independente Sol Literário. 
Em 2017, na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no stand do Diário do Nordeste, relançou todas as suas demais obras, com exceção do seu primeiro livro “Êxtase”, com o seu selo editorial,  Sol Literário. O evento foi um sucesso, pois teve ampla participação de seus leitores infantis e infantojuvenis.
Em Abril de 2018, tornou-se membro efetivo da AQL (Academia Quixadaense de Letras), momento de grande emoção para a autora, pois passou a fazer parte da Arcádia de sua terra natal, Quixadá-CE.
Em Maio de 2018, lançou Estudos Filológicos e Linguísticos na Bahia, no Ceará e em Sergipe juntamente com o grupo de pesquisas na área de linguística, PRAETECE. A participação de Angélica Sampaio faz-se através do artigo intitulado Os topônimos na obra “O Quinze” de Rachel de Queiroz.
Em julho de 2018, a autora participou da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), quando lançou o livro Poema-Luz com o grupo literário Mulherio das Letras, em lançamento coletivo na Casa dos Desejos. O livro foi em comemoração aos seus 20 anos de carreira literária que foi iniciada com o gênero poesia. Ao retornar ao Ceará, a autora lançou Poema-Luz no Auditório do Parque do Cocó no dia 19 de Agosto, data de seu aniversário. A festa foi duplamente comemorativa e foi um sucesso de público.
A autora é criadora do Projeto Jovem Escritor implantado em escolas públicas e particulares em parceria com a AMLEF e também com instituições educacionais onde se promove concursos literários com o intuito de fomentar a leitura, a escrita e a publicação de livros e a premiação dos alunos envolvidos no projeto. No Colégio Antares, escola onde leciona, o projeto já conta com a sua VI Mostra Literária, momento em que os alunos fazem apresentações culturais e lançam Antologia. Os alunos envolvidos são do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental I e II.
Atualmente, a escritora Angélica Sampaio participa de vários grupos literários e acadêmicos, entre eles, o grupo de pesquisas PRAETECE (Práticas de Edição de Textos do Estado do Ceará), da A.C. I. MA (Associação Cultural Internacional Mandala na Europa e países lusófonos), da REBRA (Rede de Escritoras Brasileiras) e do Coletivo Literário Feminista Mulherio das Letras.
Claro, a veia literária da autora não para de jorrar seu talento por onde passa, e já se sabe de novos projetos sendo lançados como semente em seu solo fértil da criatividade.



quinta-feira, 17 de maio de 2012

                                       Bienal Internacional do Livro do Ceará 
A décima edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará já tem data e local para reunir milhares de interessados em conhecer as novidades do mercado de livros e literatura. O evento será realizado em Fortaleza de 8 a 18 de novembro, no novo Centro de Eventos do Ceará. Com o tema “Padaria Espiritual – O Pão do Espírito para o Mundo”, a Bienal do Livro irá prestar uma homenagem aos 120 anos do movimento artístico que escandalizou a pequena Fortaleza do final do Século XIX com o humor, o talento e a ousadia de um grupo de escritores, pintores e músicos que promoveram intensas atividades de renovação artística e literária. O evento foi lançado na noite de ontem, 15, pelo secretário da Cultura, Francisco Pinheiro, no Palácio da Abolição, na presença de autoridades e personalidades do universo literário cearense.
Em uma iniciativa inovadora, pela primeira vez a Bienal Internacional do Livro do Ceará terá a presença de um Prêmio Nobel de Literatura. O escritor e dramaturgo nigeriano Wole Soyinka, vencedor do Prêmio em 1986, será um dos homenageados da Bienal e virá a Fortaleza para participar do evento. Também já estão definidas homenagens ao poeta, ficcionista e ensaísta cearense Rafael Sânzio de Azevedo, Doutor em Letras pela UFRJ, com tese sobre A Padaria Espiritual e o Simbolismo no Ceará, e membro da Academia Cearense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 1, cujo patrono é Adolfo Caminha; e ao norte-riograndense José Cortez, ex-lavrador, que saiu do sertão e, através da literatura, se tornou um dos principais editores do Brasil, tendo fundado a Editora Cortez.
Além da homenagem à Padaria Espiritual, a Bienal celebrará ainda os 90 anos da Semana de Arte Moderna, e os Centenários do Rei do Baião, Luiz Gonzaga; dos escritores Jorge Amado e Nelson Rodrigues; e do cantador e violeiro Joaquim Batista de Sena, legítimo representante da poesia popular nordestina.
O palco desta festa do livro e da literatura também é uma agradável novidade para os freqüentadores da Bienal, que será realizada já no novo Centro de Eventos do Ceará. No total, serão disponibilizados 23 mil metros quadrados de área utilizada, aumentando em 40% a área de estandes e em 100% a área de circulação e de acessos em relação à edição anterior. Com isso, a organização da Bienal estima dobrar o número de visitantes, chegando a um público de 600 mil pessoas durante os dias da Feira.
Para todos os interesses Uma ampla e diversificada programação está sendo montada para permitir à X Bienal Internacional do Livro contemplar o maior número possível de interfaces com a literatura. Para tanto, serão promovidas mais de 500 atividades entre palestras, mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições, shows líteromusicais, cineclubes, colóquios, convenções e debates. As atividades serão realizadas nos diversos espaços montados, entre eles o Espaço Cordel, o Café Java, o Espaço Jovem, o Espaço Infantil e o espaço Oca – Ana Miranda, entre outros.
Ainda dentro da homenagem à Padaria Espiritual, os estandes, salas, salões, auditórios e cafés receberão nomes alusivos aos “padeiros”, como eram chamados os membros do grupo, que serão ainda homenageados serão representados por atores e bonecos, que se juntarão aos visitantes. Uma exposição no Memorial da Padaria Espiritual, montada com acervo do Museu do Ceará, Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel e Instituto Histórico e Geográfico do Ceará levará livros, roupas e artigos pessoais dos padeiros e atas recém-encontradas da Padaria. O setor será acompanhado por  estagiários e instrutores dos núcleos educativos do Museu do Ceará e Arquivo Público e por alunos das escolas profissionalizantes do Estado.
Nos espaços destinados à exposição e venda de livros, as principais editoras nacionais e locais apresentarão seus produtos em uma moderna e acolhedora infra-estrutura a ser montada no local. São esperados mais de 100 mil títulos, que ficarão expostos em quatro setores distintos: 1) Espaço das Editoras Cearenses, reunindo as editoras do Ceará e dando oportunidade aos editores do Estado exporem seus catálogos para o público visitante; 2) Rede Nordeste do Livro, Leitura e Literatura, espaço destinado às editoras do Nordeste; 3) Editoras Universitárias, espaço conjunto para comercialização da produção acadêmica das editoras universitárias brasileiras e latinoamericanas; e 4) Espaço das Editoras Nacionais e Internacionais, em uma área destinada à exposição de livros de editoras nacionais e internacionais.

Evento democrático

Com visitação gratuita diária das 9 horas às 22 horas, a Bienal Internacional do Livro do Ceará fará uma forte ação de aproximação com os alunos da rede pública de ensino. Está prevista a presença de cerca de 20 mil alunos da capital e do interior em projetos de visitação escolar, o dobro da última edição da Bienal, além de professores e agentes de leitura. Para estimular ainda mais o interesse do público infanto-juvenil pela leitura e facilitar o acesso ao livro, a Secretaria da Cultura irá promover a distribuição da Notinha Legal, no valor de R$ 10,00 (dez reais), com a qual as crianças das escolas públicas e comunitárias poderão comprar livros no evento. No total serão 20 mil notinhas, totalizando R$ 200 mil em incentivo a 20 mil alunos da rede pública de ensino, que concorrerão às notinhas por meio de edital ainda a ser lançado e que terá a Bienal como tema. Já os professores das escolas públicas e os alunos de escolas profissionalizantes serão beneficiados com o CardLivro, cartão de crédito para aquisição de livros.
A X Bienal Internacional do Livro do Ceará é uma realização do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria de Cultura, em parceria com o Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) com incentivo da Coelce por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
• X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Data: 8 a 18 de novembro de 2012
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza (CE)
Horário de Visitação: das 9 horas às 22 horas
Entrada gratuita

Fonte: Site da Secretária de Cultura do Estado do Ceará. Acesso em 17/05/2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Eu assisti e recomendo Área Q - o filme. 

A estreia foi no dia 13 de abril (sexta-feira) e no domingo 15, eu já estava na fila do cinema para conferir Área Q.
Apesar das críticas ao filme resolvi eu mesma tirar minhas conclusões. Sai do cinema com a sensação de ter assistido algo além do que eu esperava. Então, constatei que valeu a pena. A produção, não resta dúvidas, teve vários apoios e, perpassa a extensa lista de colaboradores antes do início da trama, mas até aí tudo comum para produções locais que necessitam de patrocinadores.
Em relação a linguagem, o filme desencadeia uma série de linguajar popular, típico do sertanejo, mas que em alguns personagens, deixa claro o sotaque advindo de outro estado misturado ao do cearense, assim como intercala falas em Inglês com legenda em Português. 
A mesclagem de espiritismo e aliens é que causa um certo sincretismo ao que tange as crenças e valores religiosos, espirituais e até mesmo ao ceticismo, pois há ainda os que em nada creem. Mas, talvez tenha sido essa a pequena lacuna que tenha dado margem a algumas críticas, pois para muitos, acreditar em OVNIS beira quase a ser um ato de muita fé, já que não há constatações específicas bem claras a respeito da existência ou não destes seres extraterrenos em nossa esfera global (pelo menos que tenham sido repassadas a nós como fato e não apenas como especulação de mentes férteis). O paralelo messiânico de que há sempre alguém para salvar a Terra de suas mazelas e do apocalipse é também um tema recorrente, assim como uma amostragem espírita em relação aos desaparecimentos do personagem João Batista. Ao desaparecer deixa-nos duas dúvidas: veio a falecer e depois passou a ser visto por alguns mais sensíveis e mediúnicos ou simplesmente foi abduzido por seres de outro planeta.
Enfim, no meio de toda essa dualidade de interpretações, resta-nos pensar o que quisermos e neste ponto o filme como obra ficcional encontra seu ponto de apoio, pois o que seria de nós, pobres mortais, se não pudéssemos vez ou outra ganharmos asas e voarmos em direções imaginárias e fora do lugar comum. É notório que há relatos em toda a região formada pela tal área Q composta por algumas cidades do sertão cearense, tais como: Quixadá, Quixeramobim, Quixelô e Quixerê de supostos avistamentos de objetos voadores não identificados e de luzes que circulam pelos céus do Vale Monumental. Sendo fruto desse local não posso deixar de mencionar que tudo isso gera pontos de mistificação e de muitas perguntas e poucas respostas.
Naquelas paragens muitas pessoas já vislumbraram esses objetos e deram  depoimentos intrigantes. É claro que alguns são bem plausíveis e outros não. Em relação ao aspecto de apelo turístico indagado como estratégia para cativar novos frequentadores àquelas terras, creio que seja pouco respaldado, pois estas cidades não fomentam destes subterfúgios turísticos,  religiosos, alienígenas ou de qualquer outra espécie para atrair interessados, pois as belezas naturais e outros aspectos já tornaram Quixadá, por exemplo, nacionalmente e até mundialmente famosa por outros atributos como possuir a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras - Rachel de Queiroz, entre outros aspectos que não cabem aqui serem mencionados. Alguns comentam que essa especulação não passa de jogada política para chamar a atenção dos olhares curiosos. E se for? Qual é o problema? Afinal se nada é feito pelos governantes para atrair o turismo há críticas e se alguma movimentação é realizada também comentam, então deixem o povo falar, pois o importante é estar na mídia.
Existem outras críticas falhas (pelo menos ao meu ver), por exemplo, em relação ao vento localizado ao redor do personagem João Batista antes de seu desaparecimento. Ora, veja bem, lá estou eu,  caminhando a ermo por uma estrada e, de repente, percebo um vento somente sobre mim e não ao redor do espaço pelo qual faço o trajeto. O que faço? Fico apavorada, pois seria mais do que natural que toda a vegetação ao redor estivesse sendo sacudida por  correntes de ar ou outros fenômenos naturais, mas não, o ar só está em movimento em um ponto localizado: sobre mim. 
Enfim, deixemos as críticas de lado e que venham outros filmes e produções que promovam nossa terra, nossa gente e tudo o que temos de bom e de melhor. Deixemos essa "miserável cultura" de que tudo o que tem que ser bom deve vir de fora e o que é nosso não presta, é apenas  mais um querendo se amostar (bem no nosso linguajar). Como podemos provar que somos capazes de criar e de perpetuar esse hábito se nós, somos os primeiros a jogar a primeira pedra? Maturidade cultural é acatar coisas novas mesmo que estas sejam intrigantes e fora do comum. Afinal o que seria da arte em geral se não tivesse a incrível capacidade de nos tirar do chão (literalmente)?
Até a próxima...      

sexta-feira, 23 de março de 2012

Morre, aos 80 anos, Chico Anysio

Chico Anysio, um dos maiores ícones do humor brasileiro, morreu hoje, dia 23 de março às 14h52 de parada cardiorespiratória e falência multípla dos órgãos. A comédia cearense perde seu maior representante. 

A história de Chico 
Nascido em Maranguape, no Ceará, em 12 de abril de 1931, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho chegou ao Rio de Janeiro aos sete anos de idade. Chegou a estudar advocacia, mas foi no rádio que encontrou sua verdadeira vocação. Antes de completar 18 anos de idade, já participava de programas de calouros e chamava atenção pela facilidade que tinha para criar diferentes vozes e personagens.
Seu primeiro trabalho profissional foi na Rádio Guanabara, uma das mais famosas do Rio de Janeiro à época. Na emissora, atuava como locutor, ator, comentarista esportivo e autor de programas. O sucesso fez com que ele se transferisse para a Rádio Mayrink Veiga, onde chegou a escrever 13 diferentes programas por semana.
Depois de passar por diversas emissoras de rádio na década de 40, Chico foi parar na televisão, que chegava ao país em setembro de 1950. Além de atuar e escrever para a TV, Chico passou a escrever para o cinema brasileiro, que, na época, concentrava sua produção em um gênero bem particular: a chanchada.
Depois de passagens pelas TVs Tupi, Excelsior e Record, Chico, no começo de década de 70, estreou seu primeiro programa na TV Globo – na qual permaneceu até agora. Era o Chico Anysio Especial, gravado apenas em locações externas. Em 1973, lançou um dos seus formatos mais consagrados, o Chico City, programa humorístico que se passava em uma pequena cidade do interior por onde passavam os mais variados tipos criados por ele e que são conhecidos até hoje, como o pai-de-santo Veio Zuza, o coronel Pantaleão, o ranzinza Popó e o ator Alberto Roberto.
Sempre preocupado em criar novos quadros e personagens, seu programa, ao longo dos anos, foi se modificando. Em 1981, o Chico City deu lugar ao Chico Total. Depois veio o Chico Anysio Show, que ficou no ar até 1990.
Bento Carneiro, personagem de Chico Anysio (Foto: TV Globo / Thiago Prado Neris)
O programa de esquetes foi substituído pela A Escolinha do Professor Raimundo, que foi um grande sucesso. O professor Raimundo Nonato – na verdade, um personagem criado por Chico na década de 50 – comandava uma hilária turma de alunos. O programa ficou no ar até 1997. No final dos anos 90, Chico, pela primeira vez, ficou sem um programa fixo na TV Globo, passando a fazer apenas participações em programas e novelas da emissora.
Outra paixão de Chico era a música. Na década de 70, lançou dois discos com o amigo e parceiro profissional Arnaud Rodrigues. Os dois encarnavam os personagens Baiano e Paulino, ou Caetano e os Novos Baianos, uma homenagem a Caetano Veloso e Gilberto Gil. A composição mais famosa de Chico é o forró A fia de Chico Brito , que foi gravada por duas grandes cantoras brasileiras: Dolores Duran e Elis Regina.
Em 2010, publicou o livro de contos Fazedores de histórias, o 22º de sua carreira. Em entrevista a ÉPOCA, o humorista afirmou que o brasileiro não tem o hábito da leitura. “O brasileiro não lê, e isso atrapalha muito na hora de lançar livros. Este não é o país das livrarias, é o país das farmácias”, disse.
Chico foi casado por diversas vezes. É pai do ator Lug de Paula, do casamento com a atriz Nanci Wanderley, Nizo Neto e Ricardo, da união como Rose Rondelli, André Lucas, que é filho adotivo, Cícero, da união com ex-frenética Regina Chaves e Bruno Mazzeo, do casamento com a atriz Alcione Mazzeo. Seu casamento mais comentado foi com a ex-ministra do governo Collor Zélia Cardoso de Mello, com que teve dois filhos, Rodrigo e Vitória. Atualmente era casado com a empresária Malga Di Paula.
  

quinta-feira, 22 de março de 2012

Primeira edição do "Cultura na Praça"


A Praça do Ferreira é um símbolo de encontro das artes e espelho da expressão legítima da diversidade cultural cearense, além de um dos locais mais significativos para os fortalezenses. Vai ser neste espaço que a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) realiza, nesta sexta-feira (23), a primeira edição do “Cultura na Praça”. O evento, que está programado para integrar o calendário cultural da cidade, acontece das 15 horas às 20 horas.
 Norteada pela lógica da instrumentalização da cultura como fonte de revitalização dos espaços públicos, a Secult, propõe nesta ação, o Lançamento Coletivo do Prêmio Literário para Autor(a) Cearense, referente ao Edital do Prêmio Literário Para Autor (a) Cearense, que teve investimento na ordem de R$ 2 milhões. Os contemplados com o Prêmio, terão suas obras expostas na Praça, a partir das 15h, onde o público poderá ter contato com os 100 (cem) títulos publicados pela Secretaria e seus respectivos autores. De acordo com o secretário da Cultura, Francisco Pinheiro, esta é uma ação que visa “fortalecer o corredor cultural do centro da cidade, promovendo a  legitimidade da criação artística enquanto um bem público, integrado ao processo de construção coletiva sustentável”, destaca. Francisco Pinheiro destaca que a exposição é uma forma de estimular a produção e valorizar os autores e editores radicados no Ceará, promovendo assim, a circulação do livro, a preservação do patrimônio literário e incrementando a produção editorial estadual.
 Caminhando junto com a proposta de sustentabilidade das ações culturais da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, o Ponto de Cultura Fortaleza dos Maracatus, vinculado a Associação Cultural Solidariedade e Arte – SOLAR, contribui com a memória e a consolidação da cultura do maracatu do Ceará,  realizando o lançamento dos produtos criados por seus participantes, a partir das 16h, na sede da Secretaria (Cine São Luiz) entre eles: Almanaque e Cartões Postais (com ilustrações e trechos de loas (canções de maracatu); Fortaleza dos Maracatus e os documentários: Maracatucá; O Negrume e Rainha do Maracatu, além de, exposição fotográfica e trabalhos com a técnica de óleo sobre tela que será realizada no Museu do Ceará a partir das 18h.   Lançamento dos Produtos do Ponto de Cultura Fortaleza dos Maracatus Almanaque e Cartões Postais; Fortaleza dos Maracatus; Documentários: Maracatucá; O Negrume e Rainha do Maracatu. Horário: 16h, no Auditório da SECULT. Rua Major Facundo, 500, Centro, 6º andar, (Cine São Luis). Exposições: Fortaleza dos Maracatus (Fotografias e Telas). Horário:  18h, no Museu do Ceará. Rua São Paulo, 51, Centro.