No último dia 28/06/2012 saiu o resultado do VIII Edital das Artes 2011 promovido pela SECULT - Ce (Secretaria de Cultura do Estado do Ceará) - um dos prêmios na categoria Literatura Infanto-Juvenil foi destinado a mim.
Foi grande a satisfação de ter participado e ter sido uma das ganhadoras. O livro "Amigos de Verdade", enfim deixará de ser apenas um projeto e passará a ser mais uma conquista, uma obra publicada. Espere que em breve eu possa divulgar outras grandes conquistas literárias.
Eu trovejo ideias, Anoiteço flores, Orvalho sentimentos, Para garoar sensações. Angélica Sampaio
quinta-feira, 5 de julho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
BIOGRAFIA - ANGÉLICA SAMPAIO
BIOGRAFIA - ANGÉLICA SAMPAIO
Sobre a autora e sua obra:
Angélica Cecília Freire Sampaio de
Almeida (Angélica Sampaio) - nasceu em 19 de agosto de 1976, em
Quixadá-CE, filha de Luiz Sampaio Filho e Maria Necy Freire Sampaio. Oriunda de
uma família de oito filhos, é a sexta filha do casal.
Desde a infância a autora mostrou-se
dedicada aos estudos, principalmente em relação a leitura. Iniciou seus estudos
quando tinha 4 anos na escola Pedro Alexandre Valentim em Nova Vida, distrito
do atual município de Ibaretama-Ce. Aos cinco anos sua família mudou-se para
Quixadá-Ce e lá deu continuidade aos seus estudos até o 8º ano do Ensino Fundamental II. Por volta dos oito anos já
se notava claramente a tendência da menina à escrita de poemas e pequenas
histórias. Tudo era motivo para que ela pudesse colocar nas linhas do papel
seus sentimentos infantojuvenis. Nesse percurso,estudou nas escolas religiosas
- Ginásio Valdemar Alcântara (1º ao 6º ano) e na Escola Imaculada Conceição (7º
e 8º ano) ainda em Quixadá. Em 1990, quando seus pais se separaram, a jovem
mudou-se, aos doze anos, para Fortaleza em companhia da mãe, de dois irmãos
mais novos e de uma irmã mais velha.O pai permaneceu em Quixadá com os outros filhos do casal.
O primeiro bairro que a autora morou
em Fortaleza foi Messejana (ficou de janeiro a maio de 1990) e estudou no
Colégio Presidente Médici. Em junho, a família, após comprar a casa definitiva,
foi para o Conjunto José Walter, local em que a mãe reside até hoje. Lá, a
adolescente passou a cursar o 9º ano no Instituto Pedagógico Monteiro Lobato. O
Ensino Médio foi cursado na rede pública de ensino (1º ano - Colégio Filgueiras
Lima, no Montese e 2º ao 3º ano - Colégio Otávio de Farias - José Walter). Ao
terminar o Ensino Médio profissionalizante em Administração de Empresas em
1993, a jovem resolveu ingressar num curso de Auxiliar de Enfermagem e,
após concluí-lo em 1995, passou a trabalhar nos hospitais Menino Jesus
(Parangaba) e Antônio Prudente (Aguanambi). A responsabilidade chegou muito
cedo para a garota de então, dezessete anos. Todavia, aflorava mais uma vez a
vocação de sua infância e que se desenvolveu mais precisamente aos treze anos,
embora como já fora mencionado antes, aos oito anos já rabiscasse suas
primeiras historinhas, poesias sobre temas diversos. Entretanto, quase sempre,
não ousava mostrar suas criações a ninguém, pois era muito tímida e reservada.
Ao perceber que sua vocação não era
cuidar da saúde física, mas sim falar dos sentimentos humanos, abandonou a
profissão de auxiliar de enfermagem e passou a alimentar as páginas de seu
primeiro livro que já escrevia nos horários de folga do trabalho: Êxtase.
Ingressou num cursinho pré-vestibular no antigo
Colégio Evolutivo e incentivada pelo professor Tenório Neto (tem sempre um
professor que nos faz acordar para a realização de nossos sonhos), passou a
valorizar seus escritos poéticos e a jovem de vinte anos finalizou seu primeiro
livro e veio a publicá-lo em 1998 através da Gráfica Evolutivo com seus
próprios recursos financeiros. O lançamento deu-se no Centro Cultural Estoril - Praia de Iracema. Seu livro
foi bem aceito e adotado pelo Colégio Evolutivo, assim como passou a divulgá-lo
no interior do estado e em suas terras natais: Ibaretama e Quixadá.
Contudo, o fato mais marcante ainda
não havia ocorrido: o encontro com Rachel de Queiroz. Em 29.09.1998, a jovem
literata esteve na "Fazenda Não me Deixes" em Quixadá e lá conheceu a
ilustre Rachel que elogiou seu trabalho e escreveu em folha timbrada da Academia Brasileira de Letras sua opinião
sobre a obra e esta foi transcrita para a 2ª edição do livro "Êxtase",
que teve seu lançamento no Centro Cultural Dragão do Mar" na Livraria
Livro Técnico, editado pela Editora Evolutivo. Rachel de Queiroz recebeu
Angélica Sampaio muitas outras vezes no Sítio Não me Deixes em Quixadá, assim
como se encontravam em eventos ligados à cultura e à literatura tais como: a pré-estreia
do filme "Tangerine Girl", baseado na obra de Rachel e, na época,
participou da abertura da Febralivro (Feira Brasileira do Livro) no Centro de
Convenções ao lado da autora que a incentivou desde os primórdios de sua
infância. Indiretamente, Rachel incentivou Angélica Sampaio, pois sua mãe,
Maria Necy, sempre incentivava a garota a ouvir e ler entrevistas sobre Rachel porque
sua avó adotiva, Maria Angélica de Queiroz, era prima da então autora e seria
impossível não ouvir sua avó falar sobre ela. Somente, por episódio do
lançamento da 2ª edição de seu primeiro livro "Êxtase", é que
Angélica Sampaio veio a realizar seu grande sonho: conhecer, conversar e ter
contato com alguém tão importante para sua vida literária. Rachel de Queiroz incentivou-a
e lançou o desafio à Angélica para que ela escrevesse um romance.
Angélica Sampaio divulgou sua obra da
capital ao sertão central e ingressou em 1999, no curso de Letras - Português
Literatura ma Universidade Estadual do Ceará - campus FECLESC (Quixadá). Passou
a frequentar o grupo literário "Ceia Literária" e fez parte da
Antologia Poética Ceia Maior, que foi lançado em outubro de 1999 no projeto
"Rodas de Poesia" no palco sob a passarela do Dragão do Mar. Em 2000,
com os estudos universitários já transferidos para Fortaleza, deu andamento ao
seu 2º livro: "Iraguacy, a morena índia do sertão" e o lançou pela
Editora Premius. O livro foi adotado por escolas particulares e distribuído
pela Secretaria do Município de Fortaleza para as bibliotecas públicas, assim
como a Assembleia Legislativa adquiriu exemplares e alguns municípios do
interior como Quixadá e Ibaretama. Desta vez o prefácio foi realizado por um
membro da Academia Cearense de Letras e também seu professor da faculdade,
Batista de Lima. Após os contatos que Angélica Sampaio manteve com Rachel de
Queiroz, o professor Batista de Lima deu continuidade aos incentivos para
que a autora fomentasse sua vida literária.
Em 2002, casou-se com Robério César
Garcia de Almeida e, em 2006, teve sua filha, Ana Carolina. Passou a lecionar
em 2003, em faculdades e, em 2004, como professora de Língua Portuguesa,
Literatura, Redação e Leitura em escolas particulares. Em 2005, finalizou sua
pós-graduação (especialização) em Literatura Brasileira na Universidade Estadual.
Em outubro de 2011, veio a publicar seu 3º livro "Os olhos não veem, o
coração sente" na Casa de José de Alencar e este foi e é adotado como
paradidático em escolas da capital e do interior do Estado, tais como: Colégio
Batista, Colégio Provecto, Colégio 7 de Setembro, Colégio 21 Educar, Colégio
Lourenço Filho (Unidade Vega), Colégio Salesiano Dom Dosco, Colégio Master, Ari
de Sá, Colégio Seráfico, Colégio Valdemar de Alcântara, Colégio Sagrado Coração
de Jesus, Colégio Amadeu Cláudio Damasceno, Colégio Modelo, entre outros.
Em 2011, foi contemplada em 3º
terceiro lugar pelo VIII Edital das Artes da Secult (Secretaria de Cultura do
Estado do Ceará) na categoria literatura infantil através da obra "Amigos
de Verdade". O livro foi divulgado e lançado na X Bienal Internacional do
Livro do Ceará em 2012 no Centro de Eventos. Em parceria com a Editora Premius
irá publicar em 2015 a Coleção Vamos Aprender Português que tem como público
alvo o Ensino Fundamental I do 2º ao 5º ano na área de Língua Portuguesa.
Em abril de 2014, foi eleita para ocupar a 6ª cadeira da Academia
Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF) tendo como patronesse a escritora
Rachel de Queiroz e tomou posse no dia 10 de outubro do corrente ano.
Em 2015, no 29º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra,
foi lançada a Antologia Um dedo de prosa, outro de poesia , na qual Angélica
fez parte juntamente com os membros da AMLEF (Academia Metropolitana de Letras
de Fortaleza).
Em Abril de 2016, fez parte da Integração Cultural Interestadual –
Coletânea Literária – Fortaleza-CE / Mossoró – RN. A antologia foi organizada
por Dyandreia Portugal e idealizada por Socorro Cavalcanti e editado pela
Editora Rede Sem Fronteiras, Rio de Janeiro.
Em Setembro de 2016, Angélica lançou a 2ª edição do seu primeiro livro
infantil Amigos de Verdade, na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo,
no stande da REBRA (Rede de Escritoras Brasileiras), assim como lançou o livro
O protagonismo feminino em prosa e verso por meio do coletivo da REBRA.
Em dezembro de 2016, lançou o seu segundo livro infantil O Cajueiro, no
Auditório do Centro de Referência do Parque do Cocó. Tendo este livro sido o
primerio a autora lançar com o selo editorial independente Sol Literário.
Em 2017, na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no stand do Diário do Nordeste, relançou todas as suas demais obras, com exceção do seu primeiro livro “Êxtase”, com o seu selo editorial, Sol Literário. O evento foi um sucesso, pois teve ampla participação de seus leitores infantis e infantojuvenis.
Em 2017, na XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no stand do Diário do Nordeste, relançou todas as suas demais obras, com exceção do seu primeiro livro “Êxtase”, com o seu selo editorial, Sol Literário. O evento foi um sucesso, pois teve ampla participação de seus leitores infantis e infantojuvenis.
Em Abril de 2018, tornou-se membro efetivo da AQL (Academia Quixadaense
de Letras), momento de grande emoção para a autora, pois passou a fazer parte
da Arcádia de sua terra natal, Quixadá-CE.
Em Maio de 2018, lançou Estudos Filológicos e Linguísticos na Bahia, no
Ceará e em Sergipe juntamente com o grupo de pesquisas na área de linguística,
PRAETECE. A participação de Angélica Sampaio faz-se através do artigo
intitulado Os topônimos na obra “O Quinze” de Rachel de Queiroz.
Em julho de 2018, a autora participou da FLIP (Festa Literária
Internacional de Paraty), quando lançou o livro Poema-Luz com o grupo literário
Mulherio das Letras, em lançamento coletivo na Casa dos Desejos. O livro foi em
comemoração aos seus 20 anos de carreira literária que foi iniciada com o
gênero poesia. Ao retornar ao Ceará, a autora lançou Poema-Luz no Auditório do
Parque do Cocó no dia 19 de Agosto, data de seu aniversário. A festa foi
duplamente comemorativa e foi um sucesso de público.
A autora é criadora do Projeto Jovem Escritor implantado em escolas
públicas e particulares em parceria com a AMLEF e também com instituições
educacionais onde se promove concursos literários com o intuito de fomentar a
leitura, a escrita e a publicação de livros e a premiação dos alunos envolvidos
no projeto. No Colégio Antares, escola onde leciona, o projeto já conta com a
sua VI Mostra Literária, momento em que os alunos fazem apresentações culturais
e lançam Antologia. Os alunos envolvidos são do 5º ao 9º ano do Ensino
Fundamental I e II.
Atualmente, a escritora Angélica Sampaio participa de vários grupos
literários e acadêmicos, entre eles, o grupo de pesquisas PRAETECE (Práticas de
Edição de Textos do Estado do Ceará), da A.C. I. MA (Associação Cultural
Internacional Mandala na Europa e países lusófonos), da REBRA (Rede de
Escritoras Brasileiras) e do Coletivo Literário Feminista Mulherio das Letras.
Claro, a veia literária da autora não para de jorrar seu talento por
onde passa, e já se sabe de novos projetos sendo lançados como semente em seu
solo fértil da criatividade.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Bienal Internacional do Livro do Ceará
A décima edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará já tem data
e local para reunir milhares de interessados em conhecer as novidades
do mercado de livros e literatura. O evento será realizado em Fortaleza
de 8 a 18 de novembro, no novo Centro de Eventos do Ceará. Com o tema
“Padaria Espiritual – O Pão do Espírito para o Mundo”, a Bienal do Livro
irá prestar uma homenagem aos 120 anos do movimento artístico que
escandalizou a pequena Fortaleza do final do Século XIX com o humor, o
talento e a ousadia de um grupo de escritores, pintores e músicos que
promoveram intensas atividades de renovação artística e literária. O
evento foi lançado na noite de ontem, 15, pelo secretário da Cultura,
Francisco Pinheiro, no Palácio da Abolição, na presença de autoridades e
personalidades do universo literário cearense.
Em uma iniciativa inovadora, pela primeira vez a Bienal Internacional
do Livro do Ceará terá a presença de um Prêmio Nobel de Literatura. O
escritor e dramaturgo nigeriano Wole Soyinka, vencedor do Prêmio em
1986, será um dos homenageados da Bienal e virá a Fortaleza para
participar do evento. Também já estão definidas homenagens ao poeta,
ficcionista e ensaísta cearense Rafael Sânzio de Azevedo, Doutor em
Letras pela UFRJ, com tese sobre A Padaria Espiritual e o Simbolismo no
Ceará, e membro da Academia Cearense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº
1, cujo patrono é Adolfo Caminha; e ao norte-riograndense José Cortez,
ex-lavrador, que saiu do sertão e, através da literatura, se tornou um
dos principais editores do Brasil, tendo fundado a Editora Cortez.
Além da homenagem à Padaria Espiritual, a Bienal celebrará ainda os
90 anos da Semana de Arte Moderna, e os Centenários do Rei do Baião,
Luiz Gonzaga; dos escritores Jorge Amado e Nelson Rodrigues; e do
cantador e violeiro Joaquim Batista de Sena, legítimo representante da
poesia popular nordestina.
O palco desta festa do livro e da literatura também é uma agradável
novidade para os freqüentadores da Bienal, que será realizada já no novo
Centro de Eventos do Ceará. No total, serão disponibilizados 23 mil
metros quadrados de área utilizada, aumentando em 40% a área de estandes
e em 100% a área de circulação e de acessos em relação à edição
anterior. Com isso, a organização da Bienal estima dobrar o número de
visitantes, chegando a um público de 600 mil pessoas durante os dias da
Feira.
Para todos os interesses Uma ampla e diversificada programação está
sendo montada para permitir à X Bienal Internacional do Livro contemplar
o maior número possível de interfaces com a literatura. Para tanto,
serão promovidas mais de 500 atividades entre palestras, mesas-redondas,
lançamentos de livros, exposições, shows líteromusicais, cineclubes,
colóquios, convenções e debates. As atividades serão realizadas nos
diversos espaços montados, entre eles o Espaço Cordel, o Café Java, o
Espaço Jovem, o Espaço Infantil e o espaço Oca – Ana Miranda, entre
outros.
Ainda dentro da homenagem à Padaria Espiritual, os estandes, salas,
salões, auditórios e cafés receberão nomes alusivos aos “padeiros”, como
eram chamados os membros do grupo, que serão ainda homenageados serão
representados por atores e bonecos, que se juntarão aos visitantes. Uma
exposição no Memorial da Padaria Espiritual, montada com acervo do Museu
do Ceará, Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel e Instituto
Histórico e Geográfico do Ceará levará livros, roupas e artigos pessoais
dos padeiros e atas recém-encontradas da Padaria. O setor será
acompanhado por estagiários e instrutores dos núcleos educativos do
Museu do Ceará e Arquivo Público e por alunos das escolas
profissionalizantes do Estado.
Nos espaços destinados à exposição e venda de livros, as principais
editoras nacionais e locais apresentarão seus produtos em uma moderna e
acolhedora infra-estrutura a ser montada no local. São esperados mais de
100 mil títulos, que ficarão expostos em quatro setores distintos: 1)
Espaço das Editoras Cearenses, reunindo as editoras do Ceará e dando
oportunidade aos editores do Estado exporem seus catálogos para o
público visitante; 2) Rede Nordeste do Livro, Leitura e Literatura,
espaço destinado às editoras do Nordeste; 3) Editoras Universitárias,
espaço conjunto para comercialização da produção acadêmica das editoras
universitárias brasileiras e latinoamericanas; e 4) Espaço das Editoras
Nacionais e Internacionais, em uma área destinada à exposição de livros
de editoras nacionais e internacionais.
Evento democrático
Com visitação gratuita diária das 9 horas às 22 horas, a Bienal
Internacional do Livro do Ceará fará uma forte ação de aproximação com
os alunos da rede pública de ensino. Está prevista a presença de cerca
de 20 mil alunos da capital e do interior em projetos de visitação
escolar, o dobro da última edição da Bienal, além de professores e
agentes de leitura. Para estimular ainda mais o interesse do público
infanto-juvenil pela leitura e facilitar o acesso ao livro, a Secretaria
da Cultura irá promover a distribuição da Notinha Legal, no valor de R$
10,00 (dez reais), com a qual as crianças das escolas públicas e
comunitárias poderão comprar livros no evento. No total serão 20 mil
notinhas, totalizando R$ 200 mil em incentivo a 20 mil alunos da rede
pública de ensino, que concorrerão às notinhas por meio de edital ainda a
ser lançado e que terá a Bienal como tema. Já os professores das
escolas públicas e os alunos de escolas profissionalizantes serão
beneficiados com o CardLivro, cartão de crédito para aquisição de
livros.
A X Bienal Internacional do Livro do Ceará é uma realização do
Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria de Cultura, em
parceria com o Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) com incentivo
da Coelce por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
• X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Data: 8 a 18 de novembro de 2012
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza (CE)
Horário de Visitação: das 9 horas às 22 horas
Entrada gratuita
Fonte: Site da Secretária de Cultura do Estado do Ceará. Acesso em 17/05/2012
Fonte: Site da Secretária de Cultura do Estado do Ceará. Acesso em 17/05/2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Eu assisti e recomendo Área Q - o filme.
A estreia foi no dia 13 de abril (sexta-feira) e no domingo 15, eu já estava na fila do cinema para conferir Área Q.
Apesar das críticas ao filme resolvi eu mesma tirar minhas conclusões. Sai do cinema com a sensação de ter assistido algo além do que eu esperava. Então, constatei que valeu a pena. A produção, não resta dúvidas, teve vários apoios e, perpassa a extensa lista de colaboradores antes do início da trama, mas até aí tudo comum para produções locais que necessitam de patrocinadores.
Em relação a linguagem, o filme desencadeia uma série de linguajar popular, típico do sertanejo, mas que em alguns personagens, deixa claro o sotaque advindo de outro estado misturado ao do cearense, assim como intercala falas em Inglês com legenda em Português.
A mesclagem de espiritismo e aliens é que causa um certo sincretismo ao que tange as crenças e valores religiosos, espirituais e até mesmo ao ceticismo, pois há ainda os que em nada creem. Mas, talvez tenha sido essa a pequena lacuna que tenha dado margem a algumas críticas, pois para muitos, acreditar em OVNIS beira quase a ser um ato de muita fé, já que não há constatações específicas bem claras a respeito da existência ou não destes seres extraterrenos em nossa esfera global (pelo menos que tenham sido repassadas a nós como fato e não apenas como especulação de mentes férteis). O paralelo messiânico de que há sempre alguém para salvar a Terra de suas mazelas e do apocalipse é também um tema recorrente, assim como uma amostragem espírita em relação aos desaparecimentos do personagem João Batista. Ao desaparecer deixa-nos duas dúvidas: veio a falecer e depois passou a ser visto por alguns mais sensíveis e mediúnicos ou simplesmente foi abduzido por seres de outro planeta.
Enfim, no meio de toda essa dualidade de interpretações, resta-nos pensar o que quisermos e neste ponto o filme como obra ficcional encontra seu ponto de apoio, pois o que seria de nós, pobres mortais, se não pudéssemos vez ou outra ganharmos asas e voarmos em direções imaginárias e fora do lugar comum. É notório que há relatos em toda a região formada pela tal área Q composta por algumas cidades do sertão cearense, tais como: Quixadá, Quixeramobim, Quixelô e Quixerê de supostos avistamentos de objetos voadores não identificados e de luzes que circulam pelos céus do Vale Monumental. Sendo fruto desse local não posso deixar de mencionar que tudo isso gera pontos de mistificação e de muitas perguntas e poucas respostas.
Naquelas paragens muitas pessoas já vislumbraram esses objetos e deram depoimentos intrigantes. É claro que alguns são bem plausíveis e outros não. Em relação ao aspecto de apelo turístico indagado como estratégia para cativar novos frequentadores àquelas terras, creio que seja pouco respaldado, pois estas cidades não fomentam destes subterfúgios turísticos, religiosos, alienígenas ou de qualquer outra espécie para atrair interessados, pois as belezas naturais e outros aspectos já tornaram Quixadá, por exemplo, nacionalmente e até mundialmente famosa por outros atributos como possuir a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras - Rachel de Queiroz, entre outros aspectos que não cabem aqui serem mencionados. Alguns comentam que essa especulação não passa de jogada política para chamar a atenção dos olhares curiosos. E se for? Qual é o problema? Afinal se nada é feito pelos governantes para atrair o turismo há críticas e se alguma movimentação é realizada também comentam, então deixem o povo falar, pois o importante é estar na mídia.
Existem outras críticas falhas (pelo menos ao meu ver), por exemplo, em relação ao vento localizado ao redor do personagem João Batista antes de seu desaparecimento. Ora, veja bem, lá estou eu, caminhando a ermo por uma estrada e, de repente, percebo um vento somente sobre mim e não ao redor do espaço pelo qual faço o trajeto. O que faço? Fico apavorada, pois seria mais do que natural que toda a vegetação ao redor estivesse sendo sacudida por correntes de ar ou outros fenômenos naturais, mas não, o ar só está em movimento em um ponto localizado: sobre mim.
Enfim, deixemos as críticas de lado e que venham outros filmes e produções que promovam nossa terra, nossa gente e tudo o que temos de bom e de melhor. Deixemos essa "miserável cultura" de que tudo o que tem que ser bom deve vir de fora e o que é nosso não presta, é apenas mais um querendo se amostar (bem no nosso linguajar). Como podemos provar que somos capazes de criar e de perpetuar esse hábito se nós, somos os primeiros a jogar a primeira pedra? Maturidade cultural é acatar coisas novas mesmo que estas sejam intrigantes e fora do comum. Afinal o que seria da arte em geral se não tivesse a incrível capacidade de nos tirar do chão (literalmente)?
Até a próxima...
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