terça-feira, 30 de julho de 2013

Na iminência do amor..

Na iminência das horas que se aproximam
Eis que teu silêncio me distancia
Dá brechas pra pensar em tudo e nada ao mesmo tempo
Num tempo de esperas
Numa manhã, numa tarde, numa noite de aguardo
Na resignação dos momentos
O âmago dos sentimentos
O calor das tuas mãos
A aquecer minhas frias, cálidas mãos
Como desejam aquecê-las em você
A explorar teu corpo
A perder-se de uma única vez
Vem, que esse tempo que é tão nosso
já chegou...
Na iminência do amor se completar
Na inquietude do nosso ser
Já não há mais como retroceder
Só nos resta ceder...
Vem, que o tempo urge
E a saudade precisa se fazer presença
Não é justo
Não é...
Nos fazer esperar se podemos
Simplesmente um ao outro se entregar...
Na iminência das horas,
Na passagem dos dias...
Vem!

Aos seus silêncios

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Leitura corporal!


Apoderar-se de um viés
totalmente indivisível,
consumível de sentimentos
num liame de enigmas
na contramão de toda a situação.

Ocupar-se de um silêncio
que tudo diz, mas nada fala.
No afago das tuas mãos
que acalenta meu coração.

Aprazível, indivisível
emblemático,
mas que não é
um impossível amor...

Num instante de falácia
não é condenável expressar
apenas o que de fato
sente tua, minha, nossa emoção.

Basta-nos uma vivência real
que não precisa ser passageira
que seja de verdade,
e sem igual...

Sem máscaras,
pois temos faces concretas,
sem ilusões,
pois possuímos apaixonados corações.

E que no céu da tua boca
encontrar-me-ei
totalmente reluzente
num beijo de tirar o fôlego,
mas não você da minha mente...

E nem você poderá tirar-me da memória
através da leitura...
...do mapa do meu corpo
vestido do mais puro e verdadeiro amor...
Angélica Sampaio