Quer ver uma pessoa fofinha, mas com uma consciência ecológica já desenvolvida?Assita ao vídeo abaixo e veja se eu não tenho razão...
Eu trovejo ideias, Anoiteço flores, Orvalho sentimentos, Para garoar sensações. Angélica Sampaio
domingo, 4 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Poemas dos alunos sobre o livro "Não se esqueçam da rosa".
Parabéns aos alunos do 7º ano do Colégio Batista Santos Dumont que participaram desse trabalho de Leitura tão prazeroso. A vontade de vivenciar os capítulos do livro "Não se esqueçam da rosa" das mais diversas formas que vocês apresentaram me encheram de orgulho e eu amei compartilhar esse momento mágico, no qual a troca de experiências entre alunos e professora foi essencial. Tenham certeza de que se vocês aprenderam eu também aprendi muito. Abaixo seguem os poemas produzidos pelos "poetas alunos" ou "alunos poetas". Vejam só! Até poetas afloraram junto com essa "rosa".
Que vocês sejam as flores e as rosas formosas deste jardim. Boas férias! Divirtam-se!
Muitos beijos...
A rosa hereditária
Tudo parece normal ao despertar
De repente estragos vieram para arrasar
Uma rosa inválida
Não era para chegar
Crianças vão estudar
E muitas não vão mais voltar
Muitas famílias com sonhos
Uma rosa atômica destruirá
Crianças mudas e apáticas
Essa rosa deixará
Injustiça hereditária não se pode negar
Mas a esperança de dias melhores jamais acabará
Hanako, tão formosa
Como a vida de uma rosa
Ela é muito talentosa
E sempre tão esperançosa...
Uma garota com muito amor para dar
E pouco tempo para vivenciar
Porém, lembranças dessa rosa
Com certeza haverá
Aluno: Ariel Lourenço 7º M3
A rosa atômica
Hanako, a rosa de Hiroshima
A rosa com doença hereditária
A rosa sem perfume
A rosa sem nada
A menina de 12 anos
Porém, muito amada
Mesmo sofrendo e, as vezes, querendo ficar sozinha
Ela é esperançosa e animada
A garota com muito amor para dar
Tantas coisas a recordar
Tem Ysamu, o seu diário
Para lembranças poder guardar
A rosa como efeito de bomba
A que está prestes a se ir
Vítima da injustiça
Da grande injustiça de Hiroshima
Aluna: Larissa Nunes 7º M3
Sol a pino
A bomba de Hiroshima
Não afetou só ao Japão
Além daquele país
O mundo todo sofreu com a ação
E o mal da explosão passou de geração em geração
Nasceu Hanako,
A filha da flor
Trazendo alegria
Para curar a dor
Provocado pela perda
Pela morte e pelo horror
Hanako tem osteopatia
Mas não deixou de sonhar
Com a vida que qualquer menina
Teria em seu lugar
Mesmo sabendo que estava morrendo
A vida, não deixou de aproveitar...
Alunas: Ana Luiza, Christyane Dutra, Ellen Maressa, Gabriela Kampa, Letícia dos Santos, Lucas Alencar, Sarah Eleutério e Yasmin Timóteo. 7º M 1.
O meio dia
O que falar numa hora dessas?
Quando a rosa tem pouco tempo de vida,
Uma menina querida,
Que todos a querem bem.
O que sentir numa hora dessas?
Quando sua filha esta fraca,
Sem forças para nada,
Sem saber o que fazer.
O que dizer para ela?
Uma menina tão bela
Quando ela pergunta:
Pai, eu vou morrer?!
Mentir,
Criar ilusões,
Ou inventar milagres.
Ou será que é melhor
Falar a verdade,
Para uma bela rosa,
Que ela poderá murchar.
Alunos: Juan Pablo, Tiago, Erick, Rodrigo, Gustavo e Lucas. 7º T 1.
O despertar
A bomba de Hiroshima
Foi um triste evento
E aquelas pobres almas
Não tiveram seu julgamento
Hanako, uma garota
Como poucas de sua idade
Com um triste destino
Pois ela tinha osteopatia
Hanako, a filha da flor
A neta do outuno
Ela pagou com sua dor
A decisão de um homem
Hanako, uma menina quieta
Tímida, frágil e sensível
Descrita pela narradora
Como uma rosa a desabrochar
A guerra matou milhares
E prejudicou muitos outros
A guerra prejudicou Hanako
E poupou poucos
Não se esqueçam da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa da ternura
A rosa da destruição.
Alunos:
Lucas Santiago, Pedro Júlio, Gabriel Peres, Lívia Cristina, Marco Antônio e Andrew James.
7º M 2.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Não se esqueçam da rosa
Olá, pessoal! Olha o nosso trabalho!
Esse foi o trabalho desenvolvido por mim e meus alunos em Leitura e Produção Textual. Os alunos do 7º ano do Colégio Batista Santos Dumont desenvolveram suas habilidades artísticas, literárias e culturais através de apresentações com uso de fantoches, teatro, poema e paródia. A temática foi o livro "Não se esqueçam da rosa" de Giselda Laporta. O livro tem como assunto principal a Segunda Guerra Mundial e as atrocidades vivenciadas pela explosão da bomba atômica em Hiroshima. A personagem principal, Hanako, foi evidenciada pelos alunos através da vivência do seu relato pessoal e do seu diário, comparado ao de Anne Frank. De forma lúdica e prazerosa, leitura e arte se misturaram e a meninada aprendeu e se divertiu na Escola da Vida.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Poema e música Rosa de Hiroshima

Visite o site indicado e veja a letra da poesia de Vinicius de Morais musicalizada pelo Grupo Secos e Molhados na voz de Ney Matogrosso. Você vislumbrará o quanto é bela a canção e deixe seu comentário sobre o que você sentiu ao ouvi-la. www.paixaoeromance.com/70decada/rosa_iroshima/h_rosa_de_hiroshima.htm
domingo, 23 de maio de 2010
Revelação (trechos do poema)
Eu quero um amor; mas um amor diferente...
Nunca antes vivido por mim nesta vida.
Nem tampouco inventado, só por mim e alguém imaginado.
Ou talzez, há um lugar a nos esperar:
Tão fora do comum e cheio de surpresas mil...
Quem sabe, um amor estranho, porém verdadeiro, sem igual...
Um tanto quanto esquecido pelas pessoas, mas criado por mim
para somente amá-lo...
Desejá-lo!
Aonde andará? Longe ou perto?
Com que olhos há de olhar-me?
Que carinhos há de trazer-me?
Espero-te! Espero-te!
... Espero-te vestida de flores e em sóis e luas hás de encontrar-me.
Em uma estrela cadente e celeste banhada de brilho radiante e
tempestuoso do meu doce amor.
Sei que em algum lugar também estás a esperar-me...
Com teus braços fortes e corajosos hás de salvar-me desta tortura que é viver sem ti...
... Sei que em algum lugar hás de buscar-me.
Hei de saber que sentes o mesmo, meu doce amor.
(...)
Às vezes, viajo nesta viagem, nesta estrada sem fim.
Onde as árvores acompanha-me e o silêncio nada me diz...
E, na incerteza febril do meu ser; confundo-me e encontro-me.
Nunca antes vivido por mim nesta vida.
Nem tampouco inventado, só por mim e alguém imaginado.
Ou talzez, há um lugar a nos esperar:
Tão fora do comum e cheio de surpresas mil...
Quem sabe, um amor estranho, porém verdadeiro, sem igual...
Um tanto quanto esquecido pelas pessoas, mas criado por mim
para somente amá-lo...
Desejá-lo!
Aonde andará? Longe ou perto?
Com que olhos há de olhar-me?
Que carinhos há de trazer-me?
Espero-te! Espero-te!
... Espero-te vestida de flores e em sóis e luas hás de encontrar-me.
Em uma estrela cadente e celeste banhada de brilho radiante e
tempestuoso do meu doce amor.
Sei que em algum lugar também estás a esperar-me...
Com teus braços fortes e corajosos hás de salvar-me desta tortura que é viver sem ti...
... Sei que em algum lugar hás de buscar-me.
Hei de saber que sentes o mesmo, meu doce amor.
(...)
Às vezes, viajo nesta viagem, nesta estrada sem fim.
Onde as árvores acompanha-me e o silêncio nada me diz...
E, na incerteza febril do meu ser; confundo-me e encontro-me.
Capítulo VIII - A paisagem da caminhada e a parada para o descanso (págs: 37 e 38)
A tarde chegou e o sol ardia nas peles morenas da gente indígena.
No caminho, às vezes, verde e outras vezes sofrido e deserto parecia que era revivida toda a história desse povo que como em retratos ou cenários pintavam, nas suas memórias sua vida, nessas imagens que viam a sua frente. Muitas caminhadas já haviam feito, mas dessa vez era diferente, a trajetória seria outra... Por essa razão todos eles recordavam suas vidas como passagens que se pareciam com quadros pintados sobre sua realidade.
Os mandacarus e xiquexiques apreciam a todo momento. Os canarinhos e pardais eram avistados em galhos de jurema e cajueiros. As araras e marrecos passavam em bandos em revoadas. Era bom sinal, pois haveria de ter algum vestígio de água ali próximo.
Depois de uma enorme subida no solo inclinado e cheio de pedras que rangiam nos pés dos silvícolas, avistaram um pequeno lago.
- Quixaras, um momento de descanso. - proclamou Magé ao erguer seu cajado.
- Pai, sente-se bem? - interrogou Iraguacy preocupada. - Necy!Japê! Ajudem meu pai.
- Iraguacy e eu vamos colher água para molhar seu rosto, meu irmão. - disse Abajara e caminhou rumo ao lago.
Iraguacy colheu água no pequeno vaso de barro e levou ao velho pai cansado, enquanto Necy e Japê abanavam-no com palhas de carnaúba.
- Abarauê! - disse Japê. - Peça aos outros para providenciarem o pescado e a fogueira. Vamos passar a noite que se aproxima aqui.
- Necy. - proferiu Iraguacy. - Providencie a rede de meu pai nesses troncos de árvores.
- Minha filha, teu velho pai está cansado demais para essas viagens e a emoção de chegar ao nosso destino deixaram-me assim. Que o Deus da chuva providencie água para dar de beber a esse chão seco para acalmar os pés doloridos de teu pai.
- Calma, meu pajé, Necy vai providenciar tudo para você passar a noite que chega em descanso. Já as curimatãs estarão assadas no fogo e comerás com a mandioca que sobra.
E, assim dizendo, Iraguacy deixou seu pai aos cuidados de Necy e Abajara.
curimatãs: curimã; pequena tainha (peixe).
No caminho, às vezes, verde e outras vezes sofrido e deserto parecia que era revivida toda a história desse povo que como em retratos ou cenários pintavam, nas suas memórias sua vida, nessas imagens que viam a sua frente. Muitas caminhadas já haviam feito, mas dessa vez era diferente, a trajetória seria outra... Por essa razão todos eles recordavam suas vidas como passagens que se pareciam com quadros pintados sobre sua realidade.
Os mandacarus e xiquexiques apreciam a todo momento. Os canarinhos e pardais eram avistados em galhos de jurema e cajueiros. As araras e marrecos passavam em bandos em revoadas. Era bom sinal, pois haveria de ter algum vestígio de água ali próximo.
Depois de uma enorme subida no solo inclinado e cheio de pedras que rangiam nos pés dos silvícolas, avistaram um pequeno lago.
- Quixaras, um momento de descanso. - proclamou Magé ao erguer seu cajado.
- Pai, sente-se bem? - interrogou Iraguacy preocupada. - Necy!Japê! Ajudem meu pai.
- Iraguacy e eu vamos colher água para molhar seu rosto, meu irmão. - disse Abajara e caminhou rumo ao lago.
Iraguacy colheu água no pequeno vaso de barro e levou ao velho pai cansado, enquanto Necy e Japê abanavam-no com palhas de carnaúba.
- Abarauê! - disse Japê. - Peça aos outros para providenciarem o pescado e a fogueira. Vamos passar a noite que se aproxima aqui.
- Necy. - proferiu Iraguacy. - Providencie a rede de meu pai nesses troncos de árvores.
- Minha filha, teu velho pai está cansado demais para essas viagens e a emoção de chegar ao nosso destino deixaram-me assim. Que o Deus da chuva providencie água para dar de beber a esse chão seco para acalmar os pés doloridos de teu pai.
- Calma, meu pajé, Necy vai providenciar tudo para você passar a noite que chega em descanso. Já as curimatãs estarão assadas no fogo e comerás com a mandioca que sobra.
E, assim dizendo, Iraguacy deixou seu pai aos cuidados de Necy e Abajara.
curimatãs: curimã; pequena tainha (peixe).
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