sábado, 30 de abril de 2011

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
                                                                                                         Álvaro de Campos

quarta-feira, 9 de março de 2011

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

A todas as mulheres lindas e maravilhosas que eu conheço e as que desconheço, deixo aqui o meu abraço, a minha homengem nesse dia tão especial.
Ser mulher numa terra de homens que dominam é díficil, entretanto as mulheres cada vez mais estão conquistando espaços antes apenas ocupados por figuras masculinas. Seja na indústria, comércio, turismo, em qualquer ambiente de trabalho o que mais se tem vislumbrado é a batalha da mulher pela luta e sobrevivência. Muito embora isso não seja símbolo de ganho equiparado ao salário dos homens, o que nos deixa um tanto quanto entristecidas, pois se ocupa espaço masculino, mas não se ganha adequadamente para exercer as mesmas funções.Mas não aspiro que a nossa conversa recaía  sobre esse prisma de tristeza e reclamação. Vejamos pelo lado brilhante que é ser mulher... 
Além de assumirmos papéis tão importantes como ser filha, irmã, esposa ou mãe, temos que ser donas de casa e, além do mais, arranjarmos tempo para cuidarmos de nós mesmas. Dê essas mesmas funções a um homem por um mísero dia e antes do meio-dia ele liga pedindo demissão do cargo. Então é isso que somos: mulheres bravas e bravias. Que não fogem à luta e não se entregam por conta de cara feia, mau humor ou melindres. Por muito tempo fomos chamadas de sexo frágil, mas o que se tem visto a respeito do modo como enfretamos todos os avanços da era tecnológica e globalizada, é que a mulher se tornou antenada com tudo que está à sua volta e o melhor de tudo, é capaz de ser solidária, generosa, amorosa e incrivelmente feminina. Resta aos homens render-se aos nossos pés e aceitarem que o mundo é cada vez mais feminino de corpo, alma e coração.
Viva o nosso dia... Viva o ser mulher... Não deixe de transparecer, em você mulher, o que há de melhor em seu coração humano: a suprema arte de ser, independente da classe social, cor, credo ou profissão, a guerreira que todas nós temos dentro de si. Traspasse essa força que conduz  à vida e gera o amor sublime pelo ato de ser mãe ou mulher. Mas não esqueça de carregar junto de si o pensamento elevado e, ao mesmo tempo modesto, de que para amarmos precisamos do outro e que esse outro precisa de nós. Então, apesar de nossas conquistas, lembre-se que a diferença está num ponto básico, porém elementar: toda mulher precisa de um homem para amar, no entanto, todo homem precisa de uma mulher para viver. E isso, caras amigas, faz toda a diferença. Seja inteligente e utilize, sim, eu disse utilize, (pois é diferente de usar) dessa arma a seu favor e não contra... Ah! Lembre-se , nosso dia é todo dia, não deixe de se valorizar. Valorize-se o ano inteiro, a cada segundo, pois se você não se valoriza ninguém a de lhe dar o devido valor. Isso acarreta o respeito e, consequentemente, o amor das pessoas, pois tenha certeza nem sempre quem diz que te ama de valoriza, mas se essa pessoa aprende a te respeitar ela, indubitavelmente, a admirará e amará e não o contrário. 
Beijos a todas as mulheres lindas e maravilhosas que conheço e, também, as que desconheço... 

Amem-se...
Feliz Nosso Dia! 
Angélica Sampaio

quarta-feira, 2 de março de 2011

Metamorfose

Eu trovejo ideias
Anoiteço flores
Orvalho sentimentos
Para garoar sensações

Angélica Sampaio

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Enigma

Numa dessas noites, em que nos sentimos solitários e tristonhos, procurei um refúgio. Ou talvez, quem sabe, uma fuga para outra dimensão. Em meio  tantos devaneios, encontrei-me... Vejamos como foi esse encontro estranho, sobrenatural!
... Sentada, debaixo de uma árvore, vestida de branco... Rosas nos cabelos!... Eu observava tudo ao meu redor com uma paz imortal e inatingível. A brisa serena levava devagar as folhas secas dos arbustos.
Eu fazia-me perguntas e, ora sim ora não, obtinha respostas... Em meu coração havia amor, carinho, muita amizade... Borboletas estranhas e amarelas voltejavam em mim. Que lugar será esse? Aparecera do nada enquanto pensava em problemas cotidianos. Será um sonho?!
Sinto necessidade de desvendar esse lugar enigmático.Repentinamente, avistei ao longe um alguém.
Não estava sozinha como antes, mas ainda era cedo para saber quem era de fato. Lentamente, essa pessoa chegou... E, para meu espanto, não parecia-me estranha, eu a conhecia. Com um largo sorriso nos lábios.
Com uma paz radiante nas faces... Revelou-me algo incrível! Pouco imaginável! Assustada? Não fique assim! Vamos! Segure em minha mão e mostrarei os mistérios do nosso ser! Você verá como somos fragéis, e ao mesmo tempo, tão fortes... Não seja tola! Não tema!  Eu sou você, você sou eu...
A partir de hoje você me verá sempre ao seu lado, não mais somente dentro de si.
Somos um só espírito. Almas gêmeas espirituais...
Nada respondi! Apenas compreendi...
Angélica Sampaio (trecho do livro Êxtase - Enigma)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ano Novo, problemas antigos...

Infelizmente o ano já iniciou não muito bom para muitas pessoas. A calamidade avassaladora que acometeu as populações das cidades serranas do Rio de Janeiro como: Nova Friburgo, Teresópolis, Petropólis, São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro abalou o nosso país de um extremo ao outro. Contudo, a solidariedade das pessoas do Estado em questão e até de outras regiões do Brasil é impressionante, pois a todo instante dezenas de pessoas se unem em correntes de apoio as vítimas da maior tragédia natural que nosso povo já presenciou.
É notória a devastação que modificou, inclusive, a geografia da região serrana do Rio de Janeiro. Também impressiona como a enchente assolou pessoas de classes sociais tão diferenciadas. Nesse momento não há ricos, classe média, pobre ou menos favorecidos, a tragédia igualou as pessoas a simplesmente vítimas de uma tragédia natural anunciada. Sim, anunciada, pois a ocupação desordenada do solo nas encostas dos morros e nas proximidades dos leitos de córregos, riachos e rios é a maior prova que os que fizeram essas construções imobiliárias e hoteleiras pouco se preocupavam com o que poderia vir a acontecer decorrente da proliferação de residências, chalés e sítios e com as consequências que isso poderia repercutir. O rio, o riacho, o córrego não têm raciocínio lógico para seguir o curso normal, apenas o segue de modo natural, mas o homem sim, tem que ter discernimento para ver que está no lugar errado e de forma a desquilibrar o meio ambiente. Quando chega a chuva em abundância o que está pela frente vai sendo levado. Mas, infelizmente, logo tudo volte ao seu estado "normal" (não sei se para quem viveu toda a tragédia se pode dizer  que terá uma vida tão normal como antes), muitos irão esquecer e, em algum outro lugar, pessoas também ocuparão de  maneira desordenada o solo e serão vítimas da mesma mazela feita pelo homem.
Por enquanto todos lembram e sentem a dor dos sobreviventes pelas perdas materiais e humanas.
Mas até quando? Até a próxima notícia mais trágica do que essa? Países como o Sri Lanka, as Filipinas e a Austrália também estão sofrendo com as alterações climáticas que o planeta está passando e as enchentes são algumas das consequências mais drásticas, mas sem dúvida, os vitimados do Brasil no Rio de janeiro chamam mais a atenção pela quantidade de cidades atingidas e pelo número de mortos que já ultrapassa os 700.
E os governantes, o que poderiam ter feito para evitar essa tragédia? Países com  solo mais frágil que o nosso como o Japão têm grandes túneis de drenagem e escoamento das águas fluviais e pluviais, evitando assim os transtornos ocasionados pelas águas em possíveis inundações. Não será o momento de exirgirmos dos que regem nossa nação mais ação e menos omissão? Reflita você também e tomemos uma atitude, pois nesse contexto cada um de nós somos responsáveis pelo futuro da Terra.
Angélica Sampaio