Eu trovejo ideias, Anoiteço flores, Orvalho sentimentos, Para garoar sensações. Angélica Sampaio
segunda-feira, 17 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Será o adeus à Praça Portugal?
A
Praça Portugal foi criada em 1947 e de lá para cá foi reformada várias vezes pelas
diversas administrações públicas municipais de nossa cidade. Entretanto, o que
mais vem chamando a atenção, nos últimos dias, é a notícia da total retirada de
um cartões-postais de Fortaleza, ou seja, a praça será destruída, eliminada, em
prol da melhoria da mobilidade urbana da capital. No entanto se deve parar para
refletir sobre os impactos que isso irá causar, em contrapartida ao já exposto,
que é a melhora do fluxo do trânsito, pois essa ideia já fora praticada em
outros cruzamentos nos quais havia rotatória e que estas foram extirpadas da
paisagem urbana tendo como justificativa melhorar o fluxo de carros e ônibus,
mas o que se viu foi apenas a eliminação de um ícone da memória cultural da cidade que
sempre sofre as consequências por causa daqueles que cometem
um erro para tentar soluçar um problema, ou seja, elimina-se o que em tese
causa o problema, mas não se reflete sobre o que causou o conflito inicial. Portanto,
meras resoluções paliativas, feito pseudoremédio, placebo para ludibriar a
população no intuito ou na justificativa de que se está realizando obras que
definitivamente obterão resultados positivos. Ledo engano!
No
meio de tudo isso é justo se defender a ideia de que a mobilidade urbana é um
problema que não se restringe apenas a nossa cidade, mas a todas as cidades que
se tornaram metrópoles de modo descontrolado e sem planejamentos prévios, não
se pode fugir a isso, pois o consumo, o mundo movimentado e controlado pelo
capitalismo sugere que as metrópoles estejam nesse ciclo sob a possibilidade de
estar fora dos ditos padrões de desenvolvimento e, para isso, adentra-se o
âmbito da locomoção, o trajeto que se irá utilizar, as vias, entre outros
fatores. O progresso está aí a nos rondar a todo instante, ele é necessário
para o desenvolvimento de mercado, negócios, turismo, enfim tudo o que está
ligado direta ou indiretamente à expansão de grandes centros comerciais como é
o caso de várias capitais brasileiras e as espalhadas mundo a fora. Mas a que
custo tudo isso ocorre? Não se pense aqui que há negação a todos esses
progressos, mas não são bem-vindos se locais especiais e que se referem à
memória de Fortaleza tenham que ser extirpados da paisagem urbana junto com
árvores, adornos e contornos para torná-la mais cheia de concreto, asfalto e semáforos
do que já possui. Fortaleza torna-se, aos poucos, sem os devidos cuidados, pois
se constrói, mas não se dá manutenção.
A
cidade torna-se produto do meio em que vive numa justificativa desenfreada de
que é para melhorar o nosso fluxo, mas não é, pois o alvo são os turistas, como
se a cidade fosse objeto alheio e não de quem aqui reside. Não que ela não
possa ser visitada por suas atrações diversas, mas o público-alvo deveria quem
a constrói no dia a dia, de quem por aqui estuda, trabalha, dialoga, aprecia,
não apenas para quem vem e vai, para quem apenas está de passagem. As
indagações são muitas, as respostas são poucas ou evasivas, assim como os
projetos que demandam a exclusão de locais como a Praça Portugal da nossa
vista, pois o mesmo foi outrora realizado entre os cruzamentos das avenidas 13
de maio e avenida da universidade, por exemplo, e nada mudou, pois o fluxo e a
compra de carros serão sempre superiores em locais de expansão habitacional,
comercial e turístico como é o caso aqui abordado. Mas paremos ainda mais para
pensar que nosso estado tem a cultura de não preservar sua cultura, pois tudo
aqui é esquecido pelas engrenagens do tempo que enferruja, corroi tudo ou quase
tudo o que deveria ser preservado. Há cidades brasileiras que atraem o turismo
e os negócios justamente por manterem sua perspectiva história e cultural, a memória
de seu povo por intermédios dos casarões, das praças centenárias, das árvores
colossais que atravessam os séculos na paisagem sem que ninguém as interrompam
com a serra elétrica ou o velho machado, mas nós estamos na contramão disso tudo,
tomamos o caminho do descaso, dos braços cruzados, apenas assistimos e
esperamos que meia dúzia de pessoas intercedam por nós. “Ah, já começaram as
obras? Que bom mais uma via de acesso ao que caminho que desejo!” “Ah, pararam
as obras? Nossa! Pensei que iam resolver o meu problema”. E assim caminha a
nossa metrópole que ainda é provinciana em ideologias e em muitas outras
esferas (que no momento não cabem serem mencionadas) e tenta sair deste status
sem passar pelos demais, pelos devidos caminhos, tenta a todo custo pular os
degraus, e um deles é o de devastar a memória geográfica, histórica e cultural fortalezense.
Quem
deverá se lembrar daqui a alguns anos futuros da nossa antiga praça que servia
de adorno para a cidade, que na época natalícia esbanjava sua árvore decorada
pela tradição do nascimento de Jesus? “Mas a vida é assim mesmo, cai o antigo e
se implanta o novo, o mais moderno”. E quanto a nós?! Ficamos absortos em tudo
isso? Afinal não mantemos nossos velhos casarões, não se reconhece a importância
da dança e da música cearense, nossas crianças pouco sabem sobre a história ou
a geografia do Ceará, os principais autores e produções literárias. Outro dia
escutei um jovem perguntar: “Rachel de Queiroz era de qual país mesmo?” Nossa! Para
mim foi uma facada pelas costas. E sobre Patativa do Assaré, então! “Como um homem
sem estudo escrevia tanta poesia linda?” Devo eu responder?! Talvez seja do
mesmo modo que sabendo ler, escrever e ir à escola, muitos não tenham interesse
em estudar e produzir literatura. Enfim tudo se esvai com o tempo, não se tem a
tradição da lembrança, da memória cultural, esta é sempre colocada em último
plano, pois o plano inicial é sempre o turista. Não digo todos, mas muitos só
vêm em busca do turismo sexual, que usurpa de nossas meninas e mulheres o que
para eles é “lazer”; outros tantos vêm em busca das praias que também sofrem
erosão, depreciação e são vistas como pontos de insegurança e violência. Uma das
capitais mais violentas do globo está tentando encontrar solução para um problema
antigo destruindo nossa memória cultural. “Mas é só uma praça! Bobagem!” E
depois o que virá! Os projetos implantados anteriormente podem e têm sua valia,
não se tem total contrariedade a eles, pois Fortaleza está vivendo um caos em
sua locomoção urbana, mas em contrapartida deve-se ter cuidado quando o
patrimônio cultural passa a ser visto como empecilho para essa melhoria.
Fica
a dica: reflita, antes que seja tarde!
“Ah,
e sobre o quê mesmo estávamos falando!?”
sexta-feira, 7 de março de 2014
SESC promove V Concurso de Contos - inscrições abertas até o dia 27 de abril.
O objetivo é promover e incentivar a produção e publicação de textos literários, destinado ao público adulto, escrito por autores cearenses. Para participar, o autor deve ser cearense, com idade igual ou superior a 18 anos e deve escrever um texto inédito de duas a dez páginas. Info: http://migre.me/iaPGp
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Olimpíada da Língua Portuguesa recebe inscrições até 30 de abril
Olimpíada da Língua Portuguesa recebe inscrições até 30 de abril
As inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa foram abertas ontem (24), às 18h, exclusivamente pela internet. Podem participar da competição professores e estudantes de escolas públicas de turmas do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. As inscrições devem ser feitas no site http:// www.escrevendoofuturo.org.br/.
O professor é quem se inscreve na olimpíada. Para que ele participe do concurso, é preciso que a secretaria estadual ou municipal de Educação faça a adesão ao projeto no mesmo período de inscrição. O prazo para inscrições encerra-se no dia 30 de abril.
No momento da inscrição, o professor poderá se cadastrar no portal da olimpíada para ter acesso a material didático de capacitação para orientar os estudantes. Também poderá participar de cursos de formação online.
As oficinas de leitura e produção de textos deverão ser desenvolvidas pelos professores durante as aulas de língua portuguesa. As escolas devem enviar os textos produzidos às comissões julgadoras até o dia 15 de agosto.
Leia mais: http://noticias.terra.com.br/ educacao/ olimpiada-da-lingua-portuguesa- recebe-inscricoes-ate-30-de-ab ril,72717f1c4cf54410VgnCLD2000 000ec6eb0aRCRD.html
As inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa foram abertas ontem (24), às 18h, exclusivamente pela internet. Podem participar da competição professores e estudantes de escolas públicas de turmas do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. As inscrições devem ser feitas no site http://
O professor é quem se inscreve na olimpíada. Para que ele participe do concurso, é preciso que a secretaria estadual ou municipal de Educação faça a adesão ao projeto no mesmo período de inscrição. O prazo para inscrições encerra-se no dia 30 de abril.
No momento da inscrição, o professor poderá se cadastrar no portal da olimpíada para ter acesso a material didático de capacitação para orientar os estudantes. Também poderá participar de cursos de formação online.
As oficinas de leitura e produção de textos deverão ser desenvolvidas pelos professores durante as aulas de língua portuguesa. As escolas devem enviar os textos produzidos às comissões julgadoras até o dia 15 de agosto.
Leia mais: http://noticias.terra.com.br/
Seduc seleciona textos de literatura infantil para o PAIC
A
Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) divulga Chamada
Pública para seleção de 36 textos inéditos de Literatura Infantil,
escritos por autores residentes, obrigatoriamente, no Ceará, com a
finalidade de melhorar a aprendizagem dos alunos das redes municipais
atendidas pelo Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic).
Interessados em participar da seleção têm até o dia 15 de abril de 2014
para efetuar suas inscrições.
As inscrições devem ser realizadas diretamente na Coordenadoria de Cooperação com os Municípios (Copem) da Seduc. Para tanto, o candidato deve apresentar ficha de inscrição devidamente preenchida, três vias do texto inédito a ser inscrito na seleção e uma cópia deste em CD Room, além das cópias dos seguintes documentos: Carteira de Identidade, CPF, Currículo Vitae (de acordo com o edital) e comprovante de residência.
Os 36 textos de Literatura Infantil selecionados irão compor três categorias, cada uma com 12 textos, que atendem às crianças de 4 a 6, de 7 a 8 e de 9 a 10 anos de idade, respectivamente. Ainda conforme o edital, os textos selecionados devem ser contemplados com premiação em dinheiro avaliada em R$ 4.500,00 para o seu autor, além de serem inclusos na “Coleção Paic – Prosa e Poesia”. Durante a seleção dos textos, serão avaliados critérios como qualidade, adequação temática, dentre outros.
A divulgação do resultado da seleção está prevista para o dia 30 de maio.
Sobre o Paic
O Programa foi originado pela iniciativa dos municípios cearenses apoiados pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a partir dos resultados do Comitê Cearense pela Eliminação do Analfabetismo Escolar, instituído na Assembleia Legislativa.
O Paic foi transformado em política pública prioritária do Governo do Estado em 2007. Focado em cinco eixos fundamentais, de educação infantil, gestão pedagógica da alfabetização, formação do leitor, gestão municipal de educação e avaliação externa, o Programa expandiu suas ações até o 5º ano, em 2011. A partir desta iniciativa, foi criado o Paic+5.
24.02.2014
Assessoria de Comunicação da Seduc
imprensa@seduc.ce.gov.br
FONTE: www.seduc.ce.gov.br
Acesso em 25.02.2014 às 11horas.
As inscrições devem ser realizadas diretamente na Coordenadoria de Cooperação com os Municípios (Copem) da Seduc. Para tanto, o candidato deve apresentar ficha de inscrição devidamente preenchida, três vias do texto inédito a ser inscrito na seleção e uma cópia deste em CD Room, além das cópias dos seguintes documentos: Carteira de Identidade, CPF, Currículo Vitae (de acordo com o edital) e comprovante de residência.
Os 36 textos de Literatura Infantil selecionados irão compor três categorias, cada uma com 12 textos, que atendem às crianças de 4 a 6, de 7 a 8 e de 9 a 10 anos de idade, respectivamente. Ainda conforme o edital, os textos selecionados devem ser contemplados com premiação em dinheiro avaliada em R$ 4.500,00 para o seu autor, além de serem inclusos na “Coleção Paic – Prosa e Poesia”. Durante a seleção dos textos, serão avaliados critérios como qualidade, adequação temática, dentre outros.
A divulgação do resultado da seleção está prevista para o dia 30 de maio.
Confira o edital
Diário Ofícial do Estado, série 3, ano VI, nº 036 (o edital nº005/2013 estão nas páginas 53 a 55)
Sobre o Paic
O Programa foi originado pela iniciativa dos municípios cearenses apoiados pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a partir dos resultados do Comitê Cearense pela Eliminação do Analfabetismo Escolar, instituído na Assembleia Legislativa.
O Paic foi transformado em política pública prioritária do Governo do Estado em 2007. Focado em cinco eixos fundamentais, de educação infantil, gestão pedagógica da alfabetização, formação do leitor, gestão municipal de educação e avaliação externa, o Programa expandiu suas ações até o 5º ano, em 2011. A partir desta iniciativa, foi criado o Paic+5.
24.02.2014
Assessoria de Comunicação da Seduc
imprensa@seduc.ce.gov.br
FONTE: www.seduc.ce.gov.br
Acesso em 25.02.2014 às 11horas.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Poemas em cinco faces
A ideia é dessas que inspira a pergunta "por que não pensei nisso antes?". Frente ao alto custo relativamente de se publicar um livro, o escritor Silas Falcão decidiu convocar outros interessados para compartilhá-lo.
Assim nasceu o projeto "Edições em Coautoria", que reúne cinco autores em uma mesma publicação, nos gêneros prosa e poesia. Hoje será lançado o quinto trabalho de "Edições", o livro "Poemas em cinco faces".
A obra traz poemas de Mário Nogueira, Nanda Gois, Pedro Jorge, Rogério Ramos e Rosa Morena. Como os livros da coleção sempre saem com 160 páginas, cada autor tem direito a 28 (que abrigam, em média de 16 a 18 poemas).
"A publicação de um livro custa, em média, R$ 3.000. No 'Edições em Coautoria', dividimos esse valor por cinco, o que dá R$ 600 para autor, pagos em quatro parcelas", explica Silas. A tiragem é de 500 exemplares, também dividida em partes iguais (100 para cada escritor).
Idealizado em 2012, o projeto, segundo Silas, é muito bem aceito na comunidade literária. "Criei o projeto e o coloquei à disposição da ACE - Associação Cearense dos Escritores", esclarece. "Já temos a sexta edição em andamento. Será dedicada ao cordel, depois de já termos contemplado gêneros de prosa e poesia".
A ideia surgiu quando Silas percebeu a quantidade considerável de material não publicado entre seus colegas. "Temos certa participação constante no universo da literatura, contato com pessoas que produzem todo os gêneros. Muitos têm material que acaba ficando na gaveta", lamenta.
Os autores são escolhidos a partir de indicações ou mesmo pelo próprio Silas, a partir de nomes que ele conhece do cenário literário local.
Mais informações:
Lançamento de “Poemas em cinco faces”.
Lançamento 15.02.2014, às 16h, na Casa de Juvenal Galeno (R. Gen.Sampaio, 1128, Centro).
Coletanêa
Poemas em cinco faces
Váriosautores
PREMIUS
2014,160 páginas
Fonte: Diário do Nordeste - Caderno 3 - 15.02.2014
Assim nasceu o projeto "Edições em Coautoria", que reúne cinco autores em uma mesma publicação, nos gêneros prosa e poesia. Hoje será lançado o quinto trabalho de "Edições", o livro "Poemas em cinco faces".
A obra traz poemas de Mário Nogueira, Nanda Gois, Pedro Jorge, Rogério Ramos e Rosa Morena. Como os livros da coleção sempre saem com 160 páginas, cada autor tem direito a 28 (que abrigam, em média de 16 a 18 poemas).
"A publicação de um livro custa, em média, R$ 3.000. No 'Edições em Coautoria', dividimos esse valor por cinco, o que dá R$ 600 para autor, pagos em quatro parcelas", explica Silas. A tiragem é de 500 exemplares, também dividida em partes iguais (100 para cada escritor).
Idealizado em 2012, o projeto, segundo Silas, é muito bem aceito na comunidade literária. "Criei o projeto e o coloquei à disposição da ACE - Associação Cearense dos Escritores", esclarece. "Já temos a sexta edição em andamento. Será dedicada ao cordel, depois de já termos contemplado gêneros de prosa e poesia".
A ideia surgiu quando Silas percebeu a quantidade considerável de material não publicado entre seus colegas. "Temos certa participação constante no universo da literatura, contato com pessoas que produzem todo os gêneros. Muitos têm material que acaba ficando na gaveta", lamenta.
Os autores são escolhidos a partir de indicações ou mesmo pelo próprio Silas, a partir de nomes que ele conhece do cenário literário local.
Mais informações:
Lançamento de “Poemas em cinco faces”.
Lançamento 15.02.2014, às 16h, na Casa de Juvenal Galeno (R. Gen.Sampaio, 1128, Centro).
Coletanêa
Poemas em cinco faces
Váriosautores
PREMIUS
2014,160 páginas
Fonte: Diário do Nordeste - Caderno 3 - 15.02.2014
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